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IPCA e IGP-M: os principais índices de inflação do Brasil

Economia · leitura de ~2 min

Inflação é a perda do poder de compra do dinheiro ao longo do tempo. No Brasil, dois índices se destacam para medi-la: o IPCA e o IGP-M. Eles servem para coisas diferentes.

IPCA: a inflação oficial

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é calculado pelo IBGE e mede a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias — alimentação, transporte, moradia, saúde, entre outros. É o índice usado pelo Banco Central como referência para a meta de inflação e para as decisões sobre a taxa Selic.

IGP-M: o "índice do aluguel"

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) é calculado pela FGV e tem uma composição diferente: boa parte dele reflete preços no atacado e da construção, além dos preços ao consumidor. Por ser mais sensível ao câmbio e às commodities, costuma oscilar mais que o IPCA. Ele é tradicionalmente usado para reajustar contratos de aluguel e algumas tarifas.

Por que a diferença importa

Como medem cestas distintas, os dois índices podem divergir bastante em um mesmo período. Em momentos de alta do dólar e das commodities, o IGP-M tende a disparar, enquanto o IPCA pode subir de forma mais moderada. Saber qual índice corrige cada contrato evita surpresas no seu orçamento.

Como isso afeta seus investimentos

A inflação corrói o rendimento real dos seus investimentos. Um investimento que rende 10% ao ano com inflação de 4% entrega um ganho real de aproximadamente 6%. Por isso existem títulos atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+, que pagam a variação do índice mais uma taxa fixa.

Acompanhe o IPCA e o IGP-M atualizados, no mês e em 12 meses, na nossa página de Economia.