Tesouro Direto: como começar a investir do zero
O Tesouro Direto é a porta de entrada de quem quer sair da poupança. É um programa do governo que permite a qualquer pessoa emprestar dinheiro ao Tesouro Nacional e receber juros por isso — com a maior segurança do mercado, já que o emissor é o próprio governo federal.
Por que é considerado tão seguro
Quando você compra um título público, está emprestando para o governo. O risco de calote é o menor da economia: para o governo "quebrar", o cenário teria que ser pior do que o de qualquer banco ou empresa. Por isso o Tesouro é a referência de investimento conservador no Brasil.
Os três tipos de título
Cada título serve a um objetivo diferente. A escolha depende de quando você vai precisar do dinheiro e do que quer proteger.
| Título | Como rende | Melhor para |
|---|---|---|
| Tesouro Selic | Acompanha a taxa Selic | Reserva de emergência e curto prazo |
| Tesouro IPCA+ | Inflação (IPCA) + uma taxa fixa | Proteger o poder de compra no longo prazo |
| Tesouro Prefixado | Taxa fixa definida na compra | Quando você acredita que os juros vão cair |
Passo a passo para investir
- Abra conta em uma corretora (a maioria não cobra taxa para o Tesouro Direto).
- Transfira o dinheiro para a conta da corretora.
- Na área de Tesouro Direto, escolha o título conforme seu objetivo.
- Confira o vencimento e a taxa, e confirme a compra. Dá para começar com cerca de R$ 30.
Cuidados importantes
O Tesouro Selic é o único que você pode resgatar a qualquer momento sem risco de perder dinheiro — por isso é o ideal para a reserva de emergência. Já o IPCA+ e o Prefixado podem oscilar se vendidos antes do vencimento (a chamada marcação a mercado). Se levar até o fim, recebe exatamente a taxa contratada.
Antes de escolher, vale acompanhar o nível da Selic e da inflação na nossa página de Economia — eles ajudam a decidir entre um título pós-fixado, indexado à inflação ou prefixado.