CDB ou poupança: qual rende mais?
A poupança é o investimento mais popular do Brasil — e, na maioria das vezes, um dos que menos rendem. O CDB costuma ser a primeira alternativa de quem quer ganhar mais sem abrir mão de segurança. Vamos comparar os dois de forma direta.
Como cada um rende
A poupança tem uma regra fixa: rende 0,5% ao mês + TR quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, ou 70% da Selic quando ela está abaixo disso. O CDB é um empréstimo que você faz a um banco e, em troca, recebe um percentual do CDI — taxa que anda colada na Selic.
| Critério | Poupança | CDB |
|---|---|---|
| Rendimento | Regra fixa, geralmente menor | % do CDI (ex.: 100%, 110%) |
| Imposto de Renda | Isento | Tabela regressiva (22,5% a 15%) |
| Garantia (FGC) | Sim, até R$ 250 mil | Sim, até R$ 250 mil por banco |
| Liquidez | Diária, mas rende só no "aniversário" | Varia: diária ou no vencimento |
E o imposto muda o jogo?
O CDB paga Imposto de Renda sobre o lucro, enquanto a poupança é isenta. Mesmo assim, na maioria dos cenários um CDB de 100% do CDI ou mais supera a poupança mesmo depois do IR, porque o rendimento bruto é bem maior. Quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor a alíquota (chega a 15% após 2 anos).
Os dois têm a mesma proteção
Tanto a poupança quanto o CDB são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) até R$ 250 mil por CPF e por instituição. Ou seja, em segurança eles empatam — o que pesa é o rendimento.
Conclusão prática
Para a maioria das pessoas, um CDB de liquidez diária que pague perto de 100% do CDI é melhor que a poupança para a reserva, e CDBs com prazo maior e taxas mais altas rendem ainda mais. Veja o CDI atual na nossa página de Economia e simule a diferença ao longo do tempo no simulador de juros compostos.