Simulador de Previdência PGBL
Descubra quanto você economiza de imposto com aportes no PGBL, no ano e no longo prazo.
Sua situação no Imposto de Renda
Projeção de longo prazo
A fórmula por trás do simulador
A conta do PGBL cabe em seis passos. Cada fórmula vem seguida dos seus próprios números, que se atualizam quando você recalcula lá em cima.
1. O PGBL não devolve imposto, ele tira dinheiro da sua faixa mais cara
O aporte não gera um crédito de imposto. Ele é abatido da base de cálculo, e o que você economiza é o imposto que aquela fatia da renda pagaria. Chamando a base de B e o aporte de A:
Enquanto B e B − A ficam na mesma faixa da tabela, a parcela a deduzir se cancela e sobra algo bem simples: a economia é o aporte vezes a sua alíquota marginal.
É por isso que o mesmo aporte vale muito mais para quem está na faixa de 27,5% do que para quem está na de 7,5%. E é por isso que quem é isento não ganha nada com o PGBL.
Guarde este número como o teto do benefício. Ele só se realiza inteiro se, mesmo sem o PGBL, você já usasse a declaração completa. O passo 4 mostra por que muitas vezes não é o caso.
2. Como se monta a base de cálculo no modelo completo
No modelo completo você subtrai da renda tributável todas as deduções legais, o PGBL entre elas:
O aporte dedutível tem teto de 12% da renda bruta tributável, e o que passar disso não reduz nada:
3. O imposto sobre a base, com o redutor de 2026
Sobre a base aplica-se a tabela progressiva anual, e do resultado ainda se subtrai o redutor da Lei 15.270/2025, que zera o imposto de quem ganha até R$ 5.000 por mês e some gradualmente até R$ 7.350 por mês:
Estes são os valores da Tabela de Redução Anual publicada pela Receita Federal para o ano-calendário 2026: até R$ 60.000 de rendimentos tributáveis a redução chega a R$ 2.694,15, o suficiente para zerar o imposto; de R$ 60.000,01 a R$ 88.200 ela decresce em linha reta até sumir. Repare que o redutor depende da renda bruta, não da base de cálculo.
4. Completo ou simplificado: o simulador testa os dois
O modelo simplificado troca todas as deduções por um desconto único, e nele o PGBL não abate nada:
Você paga sempre o menor dos dois impostos. E é aqui que mora a armadilha mais comum: comparar o completo com PGBL contra o completo sem PGBL superestima o benefício, porque sem o PGBL muita gente simplesmente migraria para o simplificado e já pagaria menos, de graça. A economia que o PGBL realmente traz é a diferença entre o que você pagaria em cada cenário, cada um já otimizado:
É essa fórmula que alimenta o número grande no topo da página. Para rendas altas com poucas deduções, o desconto simplificado costuma perder justamente porque tem teto, e aí o PGBL entrega o benefício cheio do passo 1.
5. Na saída, o imposto incide sobre tudo
Como você deduziu na entrada, o PGBL é tributado no resgate sobre todo o montante, não apenas sobre o rendimento. Na tabela regressiva a alíquota começa em 35% e cai 5 pontos a cada 2 anos até 10%, contada por aporte. Somando aporte por aporte:
Onde t é quanto tempo cada aporte ficou aplicado. O aporte mais antigo paga 10%, o mais recente pode pagar 35%. É essa contagem por aporte que faz o PGBL só compensar de verdade no longo prazo, e é ela que o simulador executa.
6. Os seus números, do começo ao fim
Juntando os cinco passos com exatamente os valores que você preencheu lá em cima. Mude qualquer campo, clique em Calcular e esta conta se refaz sozinha.
A = 12% × 120.000,00 = 14.400,00
B sem PGBL = 120.000,00 − 11.857,10 = 108.142,90
IR = 108.142,90 × 27,5% − 10.904,66 = 18.834,64
B com PGBL = 108.142,90 − 14.400,00 = 93.742,90
IR = 93.742,90 × 27,5% − 10.904,66 = 14.874,64
Queda dentro do completo = 18.834,64 − 14.874,64 = 3.960,00
Mas a conta não termina aí. Falta comparar com o simplificado, porque é ele que você usaria se não tivesse PGBL nenhum. Aplicando a fórmula do passo 4:
Sem PGBL você paga mín(18.834,64 ; 17.244,34) = 17.244,34
Com PGBL você paga mín(14.874,64 ; 17.244,34) = 14.874,64
Economia real = 17.244,34 − 14.874,64 = 2.369,70
O aporte de R$ 14.400,00 rende R$ 2.369,70 de economia, o equivalente a 16,5% do valor dedutível, e não os 27,5% da alíquota marginal. O redutor da Lei 15.270/2025 não entra neste caso porque a renda passa de R$ 88.200 no ano.
Perguntas frequentes
Quem realmente ganha com o PGBL?
Quem contribui para a Previdência oficial (INSS ou RPPS), declara no modelo completo e tem imposto a pagar. Se você é isento, ou se o simplificado é melhor no seu caso, o PGBL não traz benefício fiscal e o VGBL costuma ser a escolha mais adequada, porque lá o imposto no resgate incide só sobre o rendimento.
Por que o 13º e a PLR não entram na renda?
Porque têm tributação exclusiva na fonte: são tributados separadamente e não compõem a base do ajuste anual. Incluí-los inflaria a sua economia estimada.
De onde vêm a tabela e o redutor usados aqui?
Da página Tributação de 2026 da Receita Federal, seção "Incidência Anual", que vale a partir do exercício 2027 (ano-calendário 2026). São de lá a tabela progressiva anual, a dedução por dependente (R$ 2.275,08), o limite de educação (R$ 3.561,50), o teto do desconto simplificado (R$ 17.640,00) e a Tabela de Redução Anual da Lei 15.270/2025.
Aportar acima de 12% da renda adianta alguma coisa?
Para o imposto, não: o excedente simplesmente não é dedutível, e ainda será tributado sobre o total no resgate. Quem quer investir mais do que 12% costuma colocar o excedente em VGBL ou em outro investimento.
O que fazer com a restituição?
A economia de IR só vira patrimônio se for reinvestida. Deixada na conta corrente, ela some no orçamento do mês. O bloco de detalhe compara os dois caminhos ao longo do período que você escolher.
O simulador considera as taxas do fundo?
Não. A rentabilidade que você informa é tratada como líquida de taxa de administração e de carregamento. Como essas taxas variam muito entre planos, o caminho honesto é você já descontá-las da rentabilidade esperada antes de digitar.