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Simulador de Meta Financeira

Diga quanto você quer ter e em quanto tempo. O simulador calcula quanto precisa guardar por mês.

Seu objetivo

O que já está investido para esse objetivo. Deixe zero se está começando do zero.

Premissas

 
Aportar no início do mês dá um mês a mais de juros a cada parcela.
Preencha os campos e clique em Calcular para ver o aporte mensal necessário.

A fórmula por trás do simulador

Entenda a conta que o simulador faz, para poder refazê-la no papel ou no Excel.

1. O ponto de partida: de onde vem o dinheiro da meta

No fim do prazo, o seu patrimônio vem de duas fontes que crescem em paralelo. A primeira é o dinheiro que você já tem hoje e que rende sozinho, sem precisar de nada seu. A segunda é a série de aportes mensais, em que cada parcela rende por um número diferente de meses: a primeira rende quase o prazo inteiro, a última quase não rende.

Somando as duas fontes, o valor acumulado no mês n tem que ser igual à meta:

M = P(1+i)n + PMT · (1+i)n − 1i

O primeiro termo é o juro composto simples sobre o que você já tem. O segundo é o fator de valor futuro de uma série uniforme, o atalho matemático que soma de uma vez todas as parcelas com os seus respectivos rendimentos, em vez de calcular mês a mês.

2. Isolando o aporte: a fórmula que o simulador usa

Como o que você quer descobrir é o aporte, basta isolar o PMT na equação acima:

PMT = [ M − P(1+i)n ] · i (1+i)n − 1
PMTo aporte mensal que você procura
Ma meta, o valor que você quer ter no fim
Po valor que você já tem investido hoje
ia taxa de juros mensal, em decimal
no prazo em meses

Repare na lógica do numerador: você tira da meta tudo o que o seu dinheiro atual já vai entregar sozinho. O que sobra é o buraco que os aportes precisam cobrir.

3. A taxa precisa ser mensal, e a conversão não é dividir por 12

Se você trabalha com uma taxa anual, converta para o mês antes de aplicar a fórmula. A conversão correta é a raiz décima segunda, porque os juros são compostos:

i = (1 + iano)1/12 1

Com 10% ao ano, a taxa mensal é 0,7974%, não 0,8333%. Dividir 10 por 12 parece inofensivo, mas equivale a 10,47% ao ano e faz o simulador subestimar o aporte necessário. O campo de rentabilidade mostra a taxa mensal equivalente logo abaixo, para você conferir.

4. Um exemplo do começo ao fim: R$ 100 mil em 3 anos

Você quer ter R$ 100.000 em 3 anos, não tem nada guardado ainda e espera 10% ao ano líquidos. Então M = 100.000, P = 0, n = 36 meses e i = 0,00797414.

(1 + 0,00797414)36 = 1,331000
Fator da série = (1,331000 − 1) ÷ 0,00797414 = 41,5092
PMT = (100.000 − 0) ÷ 41,5092 = R$ 2.409,11 por mês

Ao longo dos 36 meses você aporta R$ 86.727,81 do próprio bolso e os juros entregam os R$ 13.272,19 restantes, ou seja, 13,3% da meta. Sem nenhum rendimento, o mesmo objetivo exigiria R$ 2.777,78 por mês, porque a conta viraria simplesmente 100.000 dividido por 36.

5. Os dois ajustes finos do simulador

Aporte no início do mês. A fórmula padrão assume que você deposita no fim de cada mês, então a primeira parcela só começa a render no mês seguinte. Se você aporta no início, cada parcela ganha um mês extra de juros e o fator todo é multiplicado por (1+i). Na prática, o aporte necessário cai: no exemplo acima, de R$ 2.409,11 para R$ 2.390,05.

Correção pela inflação. R$ 100 mil daqui a 3 anos compram menos do que R$ 100 mil hoje. Se você marcar a correção, o simulador infla a meta antes de calcular o aporte:

Mcorrigida = M · (1 + π)n/12

Com 4,5% de inflação ao ano, a meta de R$ 100.000 em 3 anos vira R$ 114.117 em valores da época, e é esse número que entra no lugar de M. Assim o resultado preserva o seu poder de compra, e não apenas o número redondo.

6. Se a rentabilidade for zero

Quando i = 0, a fórmula quebra, porque o denominador zera. Nesse caso o cálculo é o mais intuitivo possível, e o simulador já faz essa troca automaticamente:

PMT = M − Pn

Comparar esse número com o resultado da fórmula completa é a forma mais direta de enxergar quanto trabalho os juros compostos estão fazendo por você.

Perguntas frequentes

Que rentabilidade eu devo colocar?

Use uma taxa líquida, já descontados o Imposto de Renda e as taxas do produto, porque o simulador não desconta imposto. Para uma reserva em renda fixa pós-fixada, uma referência conservadora é olhar o CDI atual e tirar a mordida do IR. Para prazos longos com renda variável na carteira, taxas entre 8% e 12% ao ano são premissas comuns, mas nada garante que se repitam.

E se eu não conseguir guardar esse valor por mês?

Você tem três alavancas, e a tabela de cenários mostra o efeito de cada uma: esticar o prazo, que costuma ser a mais poderosa, reduzir a meta ou aceitar mais risco em busca de rentabilidade maior. Aumentar a rentabilidade esperada no papel é fácil, mas é a única das três que você não controla.

O simulador considera Imposto de Renda?

Não. Ele trabalha com a taxa que você informar, do começo ao fim. Por isso a orientação é informar a rentabilidade líquida. Se você preferir raciocinar com a taxa bruta, lembre que o resultado vai subestimar o aporte necessário.

Faz muita diferença aportar no dia 1 em vez do dia 30?

Menos do que parece no curto prazo, cerca de 0,8% de aporte a menos com 10% ao ano, mas a diferença cresce com o prazo e com a taxa. O ganho real de aportar no começo do mês é outro: você paga a si mesmo antes de gastar, o que aumenta a chance de o plano sobreviver ao mês.

Por que a meta corrigida pela inflação é maior?

Porque a meta em reais de hoje precisa virar reais do futuro para comprar a mesma coisa. Se o seu objetivo é um bem concreto, como a entrada de um imóvel, corrigir é o mais honesto. Se é um número contratual, como quitar uma dívida de valor fixo, o valor nominal basta.

Simulação com taxa constante ao longo de todo o período e aportes mensais iguais, sem considerar impostos, taxas ou variações de renda. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Os resultados são estimativas para fins educativos e não constituem recomendação de investimento.